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No. 2690
Olha só, nem achei que seria, mas minha contribuição ao tópico ficou bem longa, mas o relato em si é curto. Se quiserem ler o contexto, é só continuar a leitura. Se quiser pular logo pra creepy part, só rolar um pouco.
[CONTEXTO]
Apesar de praticamente ateu hoje (sim, acho as religiões grandes baboseiras, mas ainda sim deve haver algo, e bem diferente do que a humanidade instituiu. Similar ao pensamento da existência de aliens em algum lugar... mas enfim) quando era pequeno, ia muito em igrejas protestantes (período dos 4 aos 14 anos) Era suave no começo, depois minha mãe mudou pra uma igreja mais pentecostal (lei-se, shit dumping in your mind), depois de um tempo saiu dessas voltou a ficar suave, numa batista.
Pois bem, pelas épocas dos meu 6 anos, eu acostumado com a tranquilidade dos adventistas, me vejo no meio de gente pulando, dançando, inventando coisas pra falar, fazendo macaquices em geral. Eu comecei a achar tudo muito estranho, como poderia 'o mesmo Deus gostar de coisas tão diferentes no que diz ao comportamento quanto a ele?'. Nessa igreja, por causa do shit dumping, qualquer coisa era ação do Deabo. Um pneu furado no Fusca 74 com 5 crianças atrás a caminho da igreja pro culto era 'uma obra do inimigo pra testar a fé do irmão'. Se acabasse a luz durante o culto (mesmo com a chuva fortíssima ali ou em algum lugar da cidade), haha, as legiões do capeta estavam fazendo de tudo pra impedir a adoração de Deus. Enfim, este relato não será sobre peculiaridades da religião ou das suas doutrinas, só é necessário para vocês saberem que o Deabo era superreferenciado na minha vida naquele momento. Eu, já questionando essas coisas bem precocemente por sinal, mas ainda assim, apenas uma criança. Num certo dia, o pastor disse que disco voador e alienígenas eram coisas do Deabo, e que os ets eram os próprios capetas que estavam tentando destrair a atenção da humanidade, como sempre. Eu por achar bem legal essas coisas relacionadas ao cosmos, gravei bem aquilo, decepcionado. Pouco depois, mudança de igreja de novo.
Logo no começo da vida nessa igreja batista, eu ainda tinha muito "trauma" com coisas do capeta e afins, já que ele tinha tanto poder e inclusive poderia se materializar e fazer coisas incríveis na minha frente, na forma de um et. Mas isso foi passando porque lá eles eram bem mais racionais e inteligentes.
[RELATO]
Acho que eu tinha uns 8 ou 9 anos. Certa vez ao sair do banho, era noite, eu saí pelado do banheiro, como de costume, só enrolado na toalha. Ia me trocar no meu quarto, que na época era junto com o da minha irmã, e dividíamos o guarda-roupas. Eu estava mais uma vez pensando nos aliens serem maus/deabos, com medo. Abaixei-me para pegar a cueca, que ficava na última gaveta. Quando segurei o puxador, senti uma tontura, que achei que foi porque abaixei muito rápido, e depois um formigamento estranho na mão direita. Depois me deu um frio estranho na coluna com um levissimo vento e me virei pro do corredor bem atrás de mim, que estava com a luz acesa mas não tinha ninguém na parte de cima da casa, então não havia fonte de vento, pois as janelas estavam fechadas.
Virei me de novo pro guarda-roupas e quando eu olho na gaveta, bem ao lado do puxador, havia um rosto formado pelo desenho das linhas de acabamento na madeira. Era claramente uma cabeça grande, com um pescoço e ombros, com olhos grandes e com boca, mas sem nariz. Eu caí sentado pra trás atônito e duro (estava abaixado, então, foi bem fácil realmente cair). E fiquei ali parado por uns minutos, congelado, olhando praquele desenho que parecia estar olhando pra mim, apesar de estar como que inclinando uns 20° a cabeça pra esquerda. Quando voltei a mim abri rapidamente a gaveta, peguei so a cueca e fui correndo chamar minha irmã, dizendo que o tal rosto apareceu ali de uma hora pra outra. Ela foi ver comigo, e eu cagando tijolos andando atrás dela. Chegando lá, ela também ficou um pouco assustada com o desenho e disse que nunca tinha percebido ele ali, mas disse que ali era minha gaveta então talvez seria por isso nunca ter percebido nada, pois não prestava atenção naquela área. A partir desse dia, eu sempre fechava os olhos para pegar as cuecas, e fazia o mais rápido possível.
Mais ou menos um mês depois (acho eu, pensando agora), eu ia pegar uma roupa numa parte que era dividida (ou seja, eu e ela abríamos) do guarda-roupas, e de novo o formigamento na mão, mas sem abaixar, e sem tontura e sem vento. Ignorei completamente, e quando eu fecho a porta do guarda-roupas, mais uma figura, desta vez do lado do puxador, EXATAMENTE IGUAL a figura da gaveta. Saí correndo mas não contei pra ninguém. Mais tarde, minha irmã disse sem eu perguntar que tinha percebido também o desenho ali, e que era incrível nunca ter o visto antes... mas ainda assim não via nada de mais. Passei a fazer a mesma coisa que fazia com a gaveta: o mais rapido possivel e sem olhar.
Uns dois anos depois, quando passei a dormir no outro quarto e sozinho, eu caí da cama num pesadelo. Tava já claro e quando olho pra cama, a primeira coisa que vejo, o maldito desenho de cabeça de ET olhando pra mim novamente na parte de madeira na lateral.
Até hoje não sei o que produziu aquilo, ou que tipo de coincidência poderia ter produzido três efeitos idênticos nas madeiras, que certamente tinham origens diferentes. E hoje ainda tenho medo de ETs, mas não por causa de Deabos ou qualquer outra coisa assim... e sim porque nunca vi nenhum e nem sei como são, e todos tememos o que não conhecemos. Enfim, desculpem pelo enorme post e com pouca estória.
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